sexta-feira, 17 de abril de 2009

Rabisqueira



Entre um trabalho e outro sairam esses sketchs de personagens. Eu os psicografei aqui sem deixar o pensamento entrar no caminho. Procurando saidas, outlets criativos e meios de prosperar numa paisagem árida.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Sketch Crawl 11/04/09

Não consegui sair da cama nesse sketchcrawl. Estava cogitando participar mas as forças da inércia venceram. Pra não deixar o dia passar fiz alguns rascunhos de modelo vivo com a digníssima e aproveitei pra dar uma viajada em cima deles.



Fiquei feliz com o resultado do meu sketch crawl particular, daqui a alguns meses espero conseguir me arrastar pra fora da cama

tem outra versão diferente lá no flickr

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Cultive seus Direitos




Texto publicado no blog do fórum "Growroom", (mas escrito em outro blog o hempadão). O Growroom é um fórum pela discussão do papel da Cannabis Sativa na Sociedade, seu cúltivo e status jurídico.

Fiz para eles a ilustração desse post, seguindo o motivo internacional "Cultive seus Direitos". Precisamos aproveitar esse momento de abertura para colocar a discussão na direção certa (na minha opnião): Permitir a produção caseira para consumo próprio ou venda em regime medicinal com controle de qualidade e quantidade. Perdão aos que ficam ofendidos com essas idéias ou engajamento, mas é bom sentar e ouvir. Qualquer um que se decide sobre uma questão sem ouvir os argumentos, é um tolo. O texto é bom, dá uma lida.


"Solução pela Culpa: A saga do Estado cego"

As notícias se repetem e as repercussões também, assim caminha o Rio de Janeiro nessa virada da primeira para a segunda década do Século XXI. A eterna guerra às drogas, também entendida como “guerra aos pobres”, de acordo com o sociólogo Renato Cinco, se estende infinita na história da proibição de tóxicos e maconha. No Brasil, como em qualquer lugar do mundo, a indústria das drogas produz riquezas e impropérios. E o pior mal é aquele que nos salta aos olhos, nos rende na esquina ou que dispara e acerta janela do prédio no Jardim Botânico. No dia 23 de Março de 2009, a Zona Sul do Rio estava muito longe de poder se considerar um paraíso.

No total, cinco bairros da elite carioca foram incomodados por perseguições e trocas de tiro. Numa outra matemática, o mesmo número: foram cinco os traficantes mortos… Além de um vigia baleado, doze suspeitos presos e muita notícia de jornal. Sair das ruelas e becos e cair direto no berço do transeunte burguês, faz com que a guerra às drogas seja um elefante que além de incomodar muita gente, incomoda muito mais. Com possível infantilidade, algumas autoridades continuam “acariciando o lobo, achando que é animal de estimação”. Dentro dessa ótica foi que o Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, mais uma vez apareceu para reafirmar o lema: “A culpa é do usuário”.

Na verdade, fica difícil entender como é possível que um problema de ordem pública seja debatido sob a esfera desse argumento. Ao que se sabe, questões políticas devem se orientar para melhor promover o bem comum, agindo com objetivos determinados e comprometidos à eficiência do investimento público. Culpar o usuário pode servir como desculpa, mas não como pronunciamento perante o atual quadro de caos urbano. É como se, ao debater sobre a degradação do meio ambiente, o único discurso evocado fosse: “a culpa é de cada cidadão”. Ora, tudo indica que a solução de qualquer problema está aquém de simplesmente identificar os culpados. Ou se o que importa é somente identificar o culpado, então a solução geralmente beira à pena.

Tá na cara que Beltrame nada em correntes contrárias àquelas que regem a nova política mundial. Longe de querer penalizar o usuário, países como Estados Unidos e Argentina buscam flexibilizações e de descriminalização nas leis, mediada por política de educação e saúde pública. Numa democracia, mesmo que representativa, o povo de fato é culpado pelas decisões de seus representantes. E nesse caso, me pergunto até quando a classe média e alta está disposta a aguentarar uma política falida de combate. Sim, nessa segunda feira de março, o Rio de Janeiro mais uma vez se viu alvo do poder paralelo criado e mantido, sob égide de ilegalidade, pelo Estado. A diferença foi o cenário e assim a roupagem ganha novo sentido e o debate, um novo rumo. A caminhada pela Marcha se aproxima e lá, estejam certos, além de muitos simpatizantes da erva, estarão cidadãos minimamente coerentes e reflexivos, além é claro, de politicamente ativos.

Durante anos, as classes socialmente favorecidas tentaram abafar o crescimento da violência com paliativos de esquecimentos, confrontos e condomínios. Os jornais quase que diariamente noticiam a derrota do poder público na guerra contra a oitava movimentação econômica do mundo, a indústria de entorpecentes. Tem gente que finge não ver. Mas a desorganização do crime se resolve num crescimento desenfreado da posse marginal de lucros, armas e pontos de venda. O cidadão carioca não sabe o que é tranqüilidade. O medo evolui em traumas e transita pânico em mulheres e crianças. Da zona norte a sul do mundo, se consome drogas. Nada é mais letal à saúde do usuário do que esse mal comum temperado culturalmente por dogmas e preconceitos. Numa relação clara de causa e consequência, a elite carioca colhe balas e assaltos que plantou a cada semente de ignorância. Cultivar cannabis ainda não pode, mas ao arvorecer da criminalidade o Estado continua assinando embaixo. Não cala uma pergunta: A culpa é de quem mesmo, Beltrame?

quarta-feira, 1 de abril de 2009






Enquanto assistia à todos aqueles jovens, bem vestidos e alimentados discutindo as mais eficientes estratégias para vender, quase me deixei levar pela conversa. Mas não demora muito e nos lembramos que na publicidade o que conta é a arte de manipular fantoches.

Fantoches que manipulam fantoches, que manipulam fantoches.

sexta-feira, 27 de março de 2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

Bosta pouca é bobagem




Satisfeitos, almoçam os profissionais. Polidos em suas camisas de botão, meninas com suas sandálias discretas-cool saboreiam frango processado, tomando muito cuidado pra não manchar de molho os babados da blusa ou, deus me livre, sujar a bolsa.

Deu meia hora, estão nas suas estações de trabalho, escolhendo as cores e projetando as formas. Pensando o sentido dos rítmos e referências do mais novo e adorável back light que estará mês que vem na sua vizinhança. Atraentes linhas curvas em vistosos degradês nos convencem de que a vida é boa de ser vivida, indepedente das evidências do contrário.

Na mosca. O salário não dá pra pensar no futuro mas o pouco que rola garante a cerveja no fim do expediente ou o sapato novo. Papai ainda paga a gasolina e mês passado deu uma força com o apê; Semana passada saiu aquela campanha, tão difícil de aprovar e parece que vai parar no anuário. A idéia foi do estagiário, o nome, do diretor de arte. Mas todo mundo sabe.

Semana que vem esse cara vai estar na rua. A criançada manja tudo de informática e o suficiente do resto, tá todo mundo ficando craque nesse negócio de enfeitar. Uma geração inteira, treinada por toda a vida pra ser fera. Campeão em botar glacê no bolo de bosta da vida.